Licença para Liderar 2026: estudo da FleishmanHillard revela como a confiança influencia o futuro das empresas

Licença para Liderar 2026: estudo da FleishmanHillard revela como a confiança influencia o futuro das empresas

Em um ambiente de transformações constantes, ter uma boa estratégia já não é suficiente. As empresas também precisam conquistar a confiança dos públicos para colocá-la em prática. Essa é uma das principais conclusões do estudo global Licença para Liderar (License to Lead) 2026, desenvolvido pela FleishmanHillard.

A pesquisa revela que 92% dos consumidores engajados acreditam que empresas com reputação forte e positiva têm mais liberdade para realizar grandes transformações em seus negócios. Além disso, 85% tendem a dar o benefício da dúvida a organizações que respeitam quando ocorre uma crise ou um erro.

Os resultados mostram como a reputação corporativa pode contribuir para a capacidade de adaptação das empresas, especialmente diante de mudanças tecnológicas, instabilidade geopolítica e expectativas crescentes dos stakeholders.

O que é o estudo Licença para Liderar 2026?

O Licença para Liderar 2026 é uma pesquisa global da FleishmanHillard que investiga como a confiança, a reputação e o comportamento das lideranças influenciam a capacidade das empresas de tomar decisões e conduzir transformações.

Desenvolvido pelas equipes de Global Executive Advisory e TRUE Global Intelligence da agência, o levantamento ouviu 5.550 pessoas em 15 mercados, incluindo o Brasil:

  • 4 mil consumidores engajados;
  • 1.400 executivos;
  • 150 representantes de instituições relacionadas a políticas públicas.

O conceito de Licença para Liderar representa a legitimidade que uma organização conquista junto aos seus públicos para realizar mudanças, adaptar estratégias e tomar decisões complexas sem perder sua confiança.

Mais do que construir discursos, trata-se de demonstrar integridade, responsabilidade e consistência entre compromissos e ações.

Cinco descobertas do Licença para Liderar que merecem a atenção das empresas

1. A capacidade de adaptação se tornou essencial para as lideranças

Segundo o estudo, 84% dos consumidores engajados e 82% dos representantes de políticas públicas consideram o ambiente de negócios mais imprevisível e sujeito a disrupções do que há três anos.

Além disso, 51% dos consumidores engajados apontam a capacidade de adaptação rápida como a principal característica para o sucesso das lideranças empresariais na próxima década.

Os resultados reforçam a necessidade de empresas preparadas para revisar estratégias, responder a mudanças e comunicar suas decisões com clareza.

2. Uma reputação forte facilita transformações empresariais

Para 92% dos consumidores engajados, empresas com reputação positiva têm mais liberdade para realizar grandes transformações.

Outros 85% afirmam que tendem a dar o benefício da dúvida a empresas que respeitam diante de crises ou erros.

Isso indica que a confiança construída ao longo do tempo pode contribuir para que mudanças estratégicas sejam recebidas com maior compreensão, mesmo quando envolvem decisões difíceis.

A reputação, portanto, não deve ser considerada apenas um mecanismo de proteção. Ela também pode criar condições mais favoráveis à inovação e à transformação.

3. Existe uma distância entre a percepção dos executivos e a dos públicos

Uma das descobertas mais relevantes da pesquisa está na diferença entre como executivos e consumidores engajados avaliam a preparação das grandes empresas para enfrentar disrupções.

Enquanto 44% dos executivos consideram as grandes empresas muito preparadas para esses desafios, apenas 15% dos consumidores engajados compartilham essa percepção.

A diferença de 29 pontos percentuais demonstra a importância de compreender como as decisões empresariais são percebidas fora das organizações.

Para as lideranças, não basta acreditar que a empresa está preparada. É necessário demonstrar essa capacidade por meio de decisões consistentes, resultados e relacionamentos confiáveis.

4. O descumprimento de compromissos pode ter consequências comerciais

A pesquisa aponta que 98% dos consumidores engajados prestam atenção ao cumprimento das promessas feitas pelas empresas.

Quando ações corporativas provocaram perda de confiança, os entrevistados relataram comportamentos como:

  • 58% deixaram de comprar ou reduziram significativamente os gastos com a empresa;
  • 50% passaram a consumir produtos ou serviços de concorrentes;
  • 40% recomendaram a amigos ou familiares que evitassem a organização.

Os percentuais representam comportamentos relatados pelos participantes, não estimativas de perdas financeiras das empresas.

Ainda assim, evidenciam como a reputação pode influenciar decisões de consumo e relacionamentos comerciais.

5. Transparência, integridade e escuta ganham importância

O estudo também mostra que os consumidores engajados esperam mais clareza e consistência das lideranças empresariais.

Entre os entrevistados:

  • 94% consideram importante que as empresas se envolvam genuinamente com seus stakeholders e escutem suas opiniões;
  • 93% valorizam a comunicação clara das estratégias e dos objetivos;
  • 93% consideram importante a transparência sobre os motivos de decisões difíceis.

A pesquisa também revela que 48% dos consumidores engajados afirmam que mensagens contraditórias das lideranças reduzem muito sua confiança na empresa.

Os resultados reforçam que a reputação depende não apenas da capacidade de comunicar, mas também da coerência entre o que uma organização diz, faz e entrega.

O que as empresas podem aprender com o estudo?

As descobertas do Licença para Liderar apontam para uma evolução importante no papel da comunicação corporativa.

Em vez de atuar somente na divulgação de decisões, a comunicação precisa contribuir para que as organizações compreendam melhor seus públicos, antecipem riscos e construam legitimidade para executar suas estratégias.

Nesse contexto, cinco práticas ganham relevância:

  1. Conhecer as expectativas dos stakeholders: identificar percepções, preocupações e oportunidades por meio de pesquisas, escuta ativa e análise de cenários.
  2. Alinhar discurso e comportamento: garantir que compromissos públicos tenham correspondência nas decisões e práticas organizacionais.
  3. Comunicar decisões com transparência: explicar os motivos de mudanças estratégicas, seus impactos e as responsabilidades envolvidas.
  4. Preparar lideranças para contextos complexos: desenvolver posicionamentos consistentes e capacidade de diálogo com diferentes públicos.
  5. Mensurar a confiança e a reputação: acompanhar indicadores que permitam identificar vulnerabilidades e orientar ajustes na estratégia.

O papel da comunicação corporativa na construção da Licença para Liderar

A pesquisa reforça a importância de uma atuação integrada entre comunicação corporativa, Public Affairs, gestão de reputação e liderança executiva.

Para a FleishmanHillard, essa integração permite transformar inteligência sobre o ambiente de negócios e as expectativas dos stakeholders em orientações estratégicas para as organizações.

Na FleishmanHillard Brasil, combinamos conhecimento do mercado brasileiro com a experiência de uma rede global, oferecendo soluções de comunicação corporativa, gestão de reputação, gestão de crises, Public Affairs e aconselhamento estratégico.

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Acesse o estudo completo

Quer conhecer os dados e as recomendações da pesquisa?

Leia o estudo global Licença para Liderar 2026, da FleishmanHillard.

Sobre a pesquisa License to Lead 2026

O levantamento foi realizado entre 15 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, em 15 mercados. Os percentuais apresentados são globais e não representam exclusivamente os participantes brasileiros. A amostra de consumidores engajados considera pessoas que realizaram pelo menos três ações distintas relacionadas à reputação de empresas nos 12 meses anteriores.