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Indústria eletrificada: o Brasil na infraestrutura da segurança energética global
A segurança energética entrou em uma nova fase. Durante décadas, o assunto significava discutir acesso a petróleo, gás, rotas marítimas, reservas estratégicas e fornecedores confiáveis. Esses temas continuam relevantes, como mostrou a instabilidade no Estreito de Ormuz, que recolocou em evidência a vulnerabilidade global diante de poucos corredores críticos de abastecimento de combustíveis fósseis.
Mas já não se trata apenas de garantir petróleo, gás ou geração renovável em escala. A disputa agora passa pela capacidade de entregar energia limpa, estável e utilizável para sustentar a nova economia industrial e digital. Na prática, isso significa redes mais robustas, baterias, transformadores, automação, eficiência energética, sistemas de controle e integração entre geração, armazenamento e consumo. A transição energética deixou de ser uma agenda de fonte. Virou uma agenda de infraestrutura.
O gargalo europeu
A Europa é hoje um dos principais exemplos dessa mudança — e o apagão ibérico de abril de 2025 foi o diagnóstico mais brutal desse desafio. O colapso da rede elétrica de Espanha e Portugal, classificado pela Rede Europeia de Operadores como o incidente “mais significativo no sistema elétrico europeu em mais de 20 anos”, foi causado pela incapacidade da infraestrutura de gerenciar a geração que já existe: instabilidade de frequência, baixa inércia do sistema e ausência de armazenamento suficiente para absorver variações abruptas.
O evento virou um catalisador político. A Comissão Europeia apresentou o European Grids Package em dezembro de 2025, com propostas legislativas para acelerar o licenciamento, fortalecer a interconexão e modernizar a infraestrutura. A estimativa é que a UE precisará de até €1,2 trilhão em investimentos em redes até 2040, mas especialistas avaliam que o pacote ainda subestima a urgência no nível da distribuição, onde a ação é mais imediata.
Globalmente, a eletricidade industrial ainda é altamente dependente de combustíveis fósseis: as fontes renováveis fornecem apenas cerca de 32% da eletricidade mundial. Na indústria da União Europeia, a eletricidade responde por cerca de 33,3% do consumo final de energia, dividindo a liderança com o gás natural, que representa 31,9%. Em termos globais, considerando toda a economia europeia, a taxa de eletrificação geral situa-se em torno de 21%.
A demanda elétrica europeia voltou a crescer de forma estrutural pela primeira vez desde 2010, impulsionada por data centers, veículos elétricos, bombas de calor e eletrificação industrial. Projeções indicam que a demanda de data centers no continente pode saltar de 10 GW em 2023 para 35 GW em 2030 — um crescimento anual de cerca de 20%.
A capacidade instalada de baterias atingiu 77,3 GWh em 2025, dez vezes mais do que em 2021, mas precisaria alcançar 750 GWh até 2030 para responder às necessidades do mercado elétrico, segundo a SolarPower Europe.
A Hitachi Energy resume bem essa virada: há hoje cerca de 3.000 GW em projetos renováveis presos em filas de conexão às redes elétricas — volume equivalente a cinco vezes toda a capacidade solar e eólica adicionada globalmente em 2022. A empresa também cita estimativa da Agência Internacional de Energia de que o mundo precisará adicionar ou substituir cerca de 80 milhões de quilômetros de redes até 2040, com o investimento anual em infraestrutura elétrica dobrando para mais de US$ 600 bilhões até 2030. O recado é direto: a transição energética já não será limitada apenas pela disponibilidade de energia limpa, mas pela capacidade de conectá-la, estabilizá-la e entregá-la com confiabilidade à indústria, aos data centers e às cidades.
A Turquia, sede da COP31 em novembro deste ano, anunciou uma meta global para que a eletricidade represente 35% do consumo final de energia até 2035. Ao mesmo tempo, a campanha “Electrify Now”, para acelerar a substituição de combustíveis fósseis, já conta com o apoio de nove países da UE.
O capital já percebeu o movimento. A RWE anunciou a compra de participação majoritária na operadora alemã de redes de alta tensão Amprion por €3,6 bilhões, consolidando infraestrutura regulada como eixo estratégico. Na Suécia, a Stegra concluiu uma rodada de €1,4 bilhão para avançar em uma das poucas plantas de aço verde movidas a hidrogênio em construção na Europa.
“Sem grandes atualizações, a Europa não conseguirá oferecer eletricidade verde e acessível a domicílios e empresas em volume suficiente, deixando a revolução industrial verde paralisada na fila de conexão.”
Banco Europeu de Investimento (BEI)
O cenário brasileiro
O Brasil ocupa uma posição que nenhum outro país emergente consegue replicar com a mesma combinação de atributos: matriz elétrica com 84,6% de fontes renováveis, experiência consolidada em transmissão de longa distância, base industrial diversificada e reservas estratégicas de minerais críticos essenciais à transição global.
Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2025, 64,4% do consumo de energia da indústria brasileira vem de fontes renováveis. Em termos globais, a taxa de eletrificação nacional está em torno de 22%, alinhada com a média mundial, que também orbita a faixa dos 20% a 25%. Mas, embora o índice de consumo elétrico seja similar ao de outros países, há uma discrepância drástica em relação à origem dessa energia: quase 89% da eletricidade consumida pelas indústrias nacionais vem de fontes renováveis.
Apesar de ter uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, a indústria brasileira enfrenta uma severa desvantagem competitiva no mercado global devido ao preço. O Brasil figura historicamente entre os países com a energia elétrica industrial mais cara do mundo no mercado regulado, devido a altos encargos setoriais e impostos.
Como o país já resolveu o problema da geração limpa, o desafio atual da indústria brasileira não é apenas aumentar a taxa de eletrificação pura, mas sim converter essa eletricidade verde em produtividade e vantagens comerciais competitivas para exportação de produtos de baixo carbono.
Mas o país também enfrenta seus próprios gargalos estruturais. Em 2025, cerca de 20% da energia solar e eólica disponível foi desperdiçada por curtailment, com perdas estimadas em mais de R$ 6 bilhões, segundo análise da Volt Robotics. O paradoxo é revelador: o Brasil tem energia limpa em excesso e, ao mesmo tempo, uma rede que ainda não consegue escoar tudo o que produz.
O governo anunciou dois leilões de transmissão em 2026, com potencial de mobilizar mais de R$ 25 bilhões e mais de 4.300 km de novas linhas. O primeiro leilão de BESS (sistemas de armazenamento em baterias) do país também está na agenda, com potencial estimado de R$ 70 bilhões em investimentos até 2034, segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia. O mercado de BESS no Brasil pode alcançar 7,2 GW de capacidade instalada até 2040, com investimentos diretos potencialmente superiores a R$ 22 bilhões até 2030.
As entrelinhas elétricas
A relevância dessa agenda está nos detalhes. Motores elétricos respondem por cerca de 70% do consumo de eletricidade na indústria e podem representar até 50% de toda a energia elétrica consumida no mundo, de acordo com Ana Paula Hauffe Torquato, head de Relações Institucionais da WEG. Ganhos em motores, inversores, automação, sensores e software de gestão deixam de ser apenas eficiência operacional. Passam a ser segurança energética aplicada.
A disputa por minerais críticos reforça a mesma direção. O Brasil detém 94% das reservas mundiais de nióbio, 26% de grafita, 12% de níquel e 23% das reservas de terras raras, minerais essenciais para turbinas eólicas, motores elétricos e baterias.
Em junho de 2026, o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, visitou o Brasil e classificou o país como “o parceiro mais estratégico da UE na América Latina”. A visita ao complexo da Viridis Mining, em Poços de Caldas (MG) — um dos quatro projetos prioritários identificados pela União Europeia — sinalizou que a parceria vai além do discurso: há negociações em andamento para um memorando de entendimento bilateral e mecanismos de financiamento e proteção de preços para projetos no país.
O diferencial da proposta europeia é exatamente o que alinha com a ambição de sofisticação brasileira: processamento local, transferência de tecnologia e maior valor agregado no Brasil, em vez de exportar matéria-prima bruta. A carta de intenções entre a Viridis e a química belga Solvay, com previsão de parceria mais ampla incluindo apoio tecnológico no processamento, exemplifica esse modelo.
Para empresas brasileiras, a leitura é objetiva:a janela não está apenas em exportar mais. Está em ocupar elos mais complexos das cadeias globais, com tecnologia, conformidade, capacidade de entrega e reputação.

WEG: como a indústria brasileira pode ocupar a nova agenda global de segurança energética
A nova fase da segurança energética é também uma disputa por inovação, previsibilidade e capacidade industrial. A WEG, multinacional de origem brasileira, sintetiza esse movimento, com atuação em geração, transmissão, distribuição, armazenamento e consumo eficiente de energia, além de presença global e investimentos em frentes como BESS, transformadores, motores de alta eficiência e automação.
Nesta entrevista, Ana Paula Hauffe Torquato, head de Relações Institucionais da WEG, analisa como a nova agenda de segurança energética abre oportunidades para empresas brasileiras, quais exigências regulatórias e de conformidade ganham peso na Europa e por que sustentabilidade, eficiência e inovação precisam ser tratadas como estratégia de competitividade, não como resposta tardia à regulação.
1. O mundo vive uma nova fase da segurança energética, marcada pela descarbonização, pela pressão sobre redes elétricas e pela necessidade de eletrificação industrial. Nesse contexto, a segurança energética passa a depender também de infraestrutura, equipamentos, automação e engenharia. Como a WEG enxerga esse momento e de que forma tem se posicionado nesse cenário?
A WEG atua de forma integrada em toda a cadeia elétrica, oferecendo tecnologias para geração, transmissão, distribuição, armazenamento e consumo eficiente de energia, apoiando a transição para uma economia de baixo carbono sem comprometer a segurança do suprimento.
A segurança energética também está diretamente conectada aos quatro pilares estratégicos de atuação da WEG.
No pilar de eficiência energética, enquanto a regulação brasileira ainda exige o nível de eficiência energética para motores elétricos IR3, a Europa já adotou o IE4 em 2023, e a WEG já oferecia o IE4 desde 2013. Atualmente já lançamos motores elétricos com eficiência IE6, considerado o mais eficiente do mundo. E vamos além do rendimento: nossa linha de motores de fluxo axial entrega a mesma potência usando até 29 vezes menos material. De um motor de 1.500 kg para um de 51 kg, o que significa menos recursos naturais na fabricação e menos energia ao longo de toda a operação.
No pilar de eficiência operacional, isso se conecta à automação e à digitalização. Combinando motores de alto rendimento com inversores de frequência, CLPs, sensores, IHMs e software de gestão de energia, ajustamos vazão, pressão, torque e carga à necessidade real do processo. Em sistemas de bombeamento ou ventilação, pequenas reduções na frequência geram grandes economias. E segurança energética, no fim, também é confiabilidade: é o sistema crítico que não para quando mais se precisa dele.
Nas energias renováveis, fechamos o ciclo entre gerar de forma limpa, transmitir com eficiência e consumir com inteligência. A WEG atua em todas as fontes: hídrica, eólica, solar e biomassa. Aqui entra um elemento decisivo da próxima fase: o armazenamento. Os sistemas de armazenamento de energia em baterias, o BESS, permitem desacoplar geração e consumo, absorver a variabilidade do sol e do vento, reduzir o curtailment e dar estabilidade à rede. Por isso anunciamos um investimento R$ 280 milhões em uma nova fábrica de BESS em Itajaí/SC, além da ampliação de capacidade de nossas fábricas de transformadores e máquinas de grande porte.
O quarto pilar, a mobilidade elétrica, é onde a vantagem brasileira se destaca: aqui, eletrificar o transporte significa eletrificar a partir de uma matriz com mais de 88% de fontes renováveis. A WEG está presente do início ao fim dessa cadeia: no powertrain (motor, inversor e pack de baterias) para veículos pesados, como ônibus e caminhões elétricos, na geração e distribuição, no armazenamento e na infraestrutura de recarga.
Em 2021 lançamos o Programa WEG de Carbono Neutro, com meta de reduzir 52% das emissões até 2032 e net zero até 2050. Por meio de contratos de autoprodução, com 42 aerogeradores WEG de 4,2 MW que geram 394 GWh por ano, chegamos a cerca de 90% do nosso consumo de eletricidade vindo de renováveis no Brasil.
É nesse contexto que destacamos o papel do Brasil e o lugar da WEG nesse movimento, diante das tendências que redesenham o mercado global. Afinal, a nova agenda industrial global só se sustenta quando infraestrutura, equipamentos, automação e engenharia caminham juntos.
2. A modernização da infraestrutura energética e industrial depende de uma cadeia ampla, que envolve tecnologia, matérias-primas, fornecedores, capacidade produtiva e entrega ao consumidor final. Como esse movimento pode abrir oportunidades para empresas brasileiras que atuam como parceiras, fornecedoras ou integrantes dessa cadeia ao lado da WEG?
Estamos diante de grandes oportunidades para as empresas brasileiras que caminham conosco. A WEG atualmente conta com 67 parques fabris distribuídos em 5 continentes e está presente em mais de 135 países. Quando levamos uma solução brasileira ao mundo, levamos junto a oportunidade de fortalecer fornecedores, parceiros e integradores que fazem parte dessa jornada.
No campo das soluções tecnológicas e sustentáveis para máquinas e equipamentos, temos um portfólio que coloca nosso parceiro brasileiro na fronteira da eficiência. Motores elétricos de alta eficiência, sistemas de acionamentos, automação e digitalização são incorporados às soluções de fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos. Ao integrar essas tecnologias, nosso parceiro brasileiro tem condições de oferecer um produto de elevada confiabilidade, eficiência energética e em compliance com as normas técnicas e regulamentos de cada país de destino.
Essa visão se estende à nossa cadeia de suprimentos. Por meio do programa de fornecedores sustentáveis, estimulamos toda a base produtiva a avançar na transição energética e a adotar práticas mais responsáveis. Quando um fornecedor brasileiro evolui nessa direção, ele se qualifica não apenas para atender à WEG, mas para participar de cadeias globais cada vez mais exigentes.
3. O acordo Mercosul–União Europeia tende a ampliar o acesso ao mercado europeu, mas também aumenta as exigências regulatórias, ambientais e de governança. Como a WEG vem se preparando para esse novo patamar de conformidade? E de que forma o acordo pode ampliar as oportunidades da empresa na Europa?
O acordo Mercosul–União Europeia representa, sem dúvida, um novo patamar de oportunidades. Nossa relação com a Europa é longa e consolidada. Há décadas operamos com os europeus, seja exportando, seja com parques fabris, centros de tecnologia e equipes locais, atendendo a este mercado considerado um dos mais exigentes do mundo. Isso significa que as normas técnicas, ambientais e de governança europeias já fazem parte do nosso dia a dia.
Enxergamos a regulação como um vetor de qualificação. Acompanhamos de perto a evolução das exigências regulatórias, ambientais e de governança da União Europeia e ajustamos continuamente nossos processos, produtos e práticas para estar sempre um passo à frente. Quando o nível de conformidade sobe, quem já trabalha nesse padrão ganha vantagem competitiva e é exatamente essa a nossa posição.
Hoje, mais de 70% do nosso portfólio já é classificado como sustentável segundo a metodologia do FTSE Russell, produtos e soluções que ampliam a eficiência energética, reduzem emissões e impulsionam a transição para uma economia de baixo carbono.
Some-se a isso a nossa estrutura de governança e a nossa cultura de melhoria contínua, e o resultado é uma empresa preparada não apenas para cumprir as novas exigências, mas para transformá-las em crescimento. O acordo Mercosul–União Europeia, nesse sentido, amplia o alcance de soluções que já desenvolvemos e nas quais já somos competitivos, abrindo espaço para que a WEG, e toda a cadeia brasileira que caminha conosco, leve à Europa tecnologia, eficiência e sustentabilidade.
4. A WEG é uma multinacional brasileira com presença global em setores cada vez mais estratégicos para a nova economia. Quais aprendizados essa trajetória oferece para outras empresas brasileiras que buscam se posicionar em cadeias internacionais de maior valor agregado?
O primeiro aprendizado é que competir em cadeias internacionais de maior valor agregado exige estar permanentemente atualizado quanto às tendências globais. Foi assim que entramos no segmento de data centers, um dos pilares da nova economia digital, oferecendo soluções da geração, distribuição e recebimento da energia ao servidor.
O segundo aprendizado é que não há protagonismo global sem investimento contínuo. Nossos aportes recentes em uma fábrica de baterias, na produção de transformadores e na expansão das operações de motores de grande porte mostram que crescimento se constrói com decisões de longo prazo. Quem deseja ocupar posições estratégicas nas cadeias internacionais precisa estar disposto a investir.
O terceiro aprendizado é que verticalização e domínio tecnológico geram independência e confiança. Ao dominarmos diferentes elos da cadeia do motor ao inversor, do transformador à bateria, da geração à automação, conseguimos oferecer soluções completas e integradas, algo que poucos concorrentes conseguem entregar. Para uma empresa brasileira que busca subir na cadeia de valor, esse é um caminho: deixar de fornecer apenas componentes e passar a oferecer soluções.
E há um quarto aprendizado, que sustenta todos os demais: levar a competência brasileira ao mundo sem perder a nossa identidade. Crescemos em mais de 135 países mantendo a simplicidade, a proximidade com o cliente e a disciplina que aprendemos aqui.
5. Pensando na perspectiva de narrativa, posicionamento e reputação, o que é fundamental para que mais uma empresa brasileira avance para conquistar relevância internacional?
Conquistar relevância internacional vai muito além de exportar produtos: trata-se de construir credibilidade e consistência ao longo do tempo. E o ponto de partida é estar alinhado às grandes tendências globais. Hoje, o mundo se move em torno de descarbonização, eficiência e digitalização e uma empresa brasileira que queira protagonismo precisa fazer dessas pautas parte do seu próprio propósito.
Destaco também a importância do investimento contínuo em inovação. Não há relevância internacional duradoura sem tecnologia própria e capacidade de antecipar o futuro. Na WEG, isso se traduz em números: em 2025, investimos R$ 1,405 bilhão em pesquisa e desenvolvimento, com mais de 7.170 colaboradores envolvidos em PD&I e 149 laboratórios de inovação espalhados pelo mundo. E o resultado dessa consistência é o indicador de que a inovação está no centro da nossa estratégia: mais de 51% do nosso faturamento de 2025 vieram de produtos lançados nos últimos cinco anos.
6. Se você tivesse que deixar uma mensagem para empresas e investidores olhando para a relação Brasil–Europa, qual seria a principal decisão que não pode mais ser adiada?
A decisão de investir em sustentabilidade e eficiência não pode mais ser adiada. Não como resposta a uma exigência regulatória, mas como estratégia de competitividade. O mercado já se moveu e quem espera a obrigatoriedade chegar para agir, chega atrasado.
A WEG é um exemplo: sempre tratamos a eficiência energética de forma antecipada. Enquanto o mundo discutia o futuro da regulação, nós já estávamos entregando o produto.
Em 2024, lançamos o motor industrial muito mais eficiente. Na prática, é menos energia consumida, menos emissões e mais competitividade para quem o utiliza.
A Europa tem a agenda ambiental mais exigente do mundo, e essas exigências só tendem a crescer. Quem encarar a sustentabilidade como investimento e como vetor de inovação e crescimento vai fazer parte do jogo. Portanto, a decisão que não pode mais esperar é esta: alinhar-se, desde já, às tendências globais de sustentabilidade e eficiência, investindo em inovação antes que ela se torne obrigação.

8º Brasilia Summit
5 de agosto, Brasília
Diretamente da capital do país, autoridades, especialistas e empresários colocam em pauta análises e perspectivas sobre segurança pública, com o tema: “segurança jurídica e o desafio da infraestrutura no brasil”.
Brussels Climate Week
12-15 de outubro, Bruxela
A Conferência da Brussels Climate Week reúne instituições europeias, Estados-membros, indústria, cidades, investidores e inovadores para moldar o futuro da transição climática e industrial da Europa. Ao longo de quatro dias e organizada em torno de cinco temas, a Conferência explora como a Europa pode cumprir sua ambição de promover resiliência, competitividade e sustentabilidade.
Bloomberg New Economy Forum
13-15 de outubro, Nova Déli
A Bloomberg levará seu principal evento à Índia pela primeira vez, reunindo mais de 500 líderes globais dos setores empresarial e governamental, em um momento decisivo para a Índia, alinhada aos objetivos econômicos do país, conhecidos como Viksit Bharat ou Índia Desenvolvida. O evento terá como foco temas como geopolítica, soberania tecnológica, transição energética e a crescente influência da Índia na economia global.
Brazilian Week 2026 NY
24 e 25 de setembro, Bruxelas
O foco da Conferência será a próxima “Nova Abordagem Estratégica para Pesquisa e Inovação voltada a uma agricultura, silvicultura, áreas rurais e sistemas alimentares competitivos, resilientes e sustentáveis: preparando o agroalimentar da UE para o futuro por meio do AgRI 2040 e do Food 2040”. O evento será uma oportunidade para se conectar com stakeholders-chave e ajudar a moldar as prioridades do próximo Programa-Quadro de Pesquisa e Inovação da União Europeia, Horizonte Europa, e do futuro Fundo Europeu de Competitividade.



